COMÉRCIO x JUROS DE 15%
Brasil tem 2º maior juro real do mundo e FEC critica BC
A nova sabotagem do Banco Central (BC) contra a economia brasileira, ao colocar a taxa Selic em 15% ao ano, fez o Brasil ter o segundo maior juro real do mundo. O levantamento é do economista Jason Vieira, da consultoria MoneYou. A taxa de juros real brasileira ficou em 9,53%, atrás da Turquia, que encabeça o ranking, com taxa de 14,44%. A Rússia está na terceira posição com juro real de 7,63%.
Para o presidente do Sindicato dos Comerciários de Nossa Senhora do Socorro (Sergipe) e dirigente da FEC Bahia, Alfredo Sousa, o Banco Central afronta o País e a população brasileira. “Juros altos inibem investimentos nos setores produtivos, como a indústria e o comércio. Além de dificultar o crescimento da economia, encarecer o crédito e desestimular a produção e o consumo”, pondera.
Segundo o sindicalista, ao desestimular o consumo, atinge fortemente o varejo. “Nossa atividade é o principal termômetro da economia. Boa parte das compras no setor é feita com cartão e os juros lá em cima inibem o consumo das famílias, o grande motor da economia [representa 65% do PIB brasileiro]. Sem consumo, prejudica as vendas e as comissões dos vendedores. Taxa Selic em 15% ao ano também, dificulta para as empresas obterem crédito que financiam, capital de giro, reposição de estoque ou expansão de lojas, por exemplo. Isso gera desemprego no setor. Por isso, a FEC está com as centrais nos protestos contra essa política do Banco Central”, afirma.
RANKING NO MUNDO
Em termos nominais, o juro brasileiro permanece na quarta colocação, acima de Colômbia, México e África do Sul e abaixo de Turquia, Argentina e Rússia. Jason Vieira explica que juro real é a taxa de juros ajustada pela inflação, que reflete o retorno efetivo do investimento ou o custo do crédito, descontando a perda do poder de compra da moeda.
Entre 165 países, 66,67% mantiveram os juros, 2,42% elevaram e 29,70% cortaram. No Ranking, entre 40 países, 50% mantiveram, enquanto 2,50% elevaram as taxas e 47,50% cortaram. Confira o ranking até a 12ª posição:

com informações da revista Exame
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