CENTRAIS x EUA
Entidades apresentam propostas ao governo e empresários
No dia 16 de julho, os presidentes das Centrais Sindicais se reuniram com ministros e empresários, todos convidados pelo governo Lula, quando apresentaram propostas para enfrentar os impactos da guerra comercial desencadeada pelas medidas dos Estados Unidos.
O documento “Soberania, Emprego e Desenvolvimento” alerta para os riscos a nossa economia: desindustrialização, desorganização de cadeias produtivas e emprego. E defende um projeto de desenvolvimento que priorize a inclusão social, a geração de empregos e a redução das vulnerabilidades externas.
As entidades apoiam à postura do governo Lula (PT) e propõem ações coordenadas para fortalecer a produção nacional e proteger os trabalhadores. Confira as propostas:
1. Defesa da Produção Nacional
– Fortalecimento de medidas antidumping e salvaguardas comerciais.
– Investimento em inovação e infraestrutura, com foco em tecnologias críticas como inteligência artificial e hidrogênio verde.
– Estímulo às compras públicas com conteúdo local e revisão da Lei de Patentes.
2. Proteção do Emprego e Renda
– Recriação de programas de proteção ao emprego para trabalhadores afetados pela guerra comercial.
– Investimento em qualificação profissional, com foco em setores estratégicos.
3. Diálogo Social e Negociação Coletiva
– Criação de espaços permanentes de concertação entre governo, empresários e trabalhadores.
– Inclusão de representantes sindicais na formulação de políticas industriais e comerciais.
4. Transição Ecológica Justa
– Implementação de um plano nacional de descarbonização com geração de empregos verdes.
– Estímulo à bioeconomia e à economia circular, especialmente na Amazônia Legal.
5. Nova Estratégia Comercial
– Revisão de acordos internacionais que fragilizem a indústria nacional.
– Fortalecimento do Mercosul e da cooperação Sul-Sul.
As Centrais destacam que o diálogo social é essencial para construir soluções negociadas e garantir que a classe trabalhadora seja “não apenas sujeito, mas beneficiária do crescimento”. O encontro apontou respostas à crise, com foco em soberania produtiva e justiça social.
Assinam o documento:
Adilson Araújo (CTB)
Sérgio Nobre (CUT)
Miguel Torres (Força Sindical)
Ricardo Patah (UGT)
Moacyr Tesch Auersvald (NCST)
Antonio Neto (CSB)
com informações do Diap
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