FEC E OS DESAFIOS DE 2026

Reunião da Federação aponta lutas importantes em ano eleitoral

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Fortalecer a organização das entidades e a luta na categoria comerciária, acabar com a escala 6×1 e derrotar a extrema-direita nas eleições de2026. Esses foram os principais desafios apontados pela reunião da FEC Bahia, nesta quarta-feira (3). O encontro no Espaço Cultural dos Comerciários, em Salvador, teve a presença de dirigentes comerciários de várias cidades.

Com o presidente Jairo Araújo em outra agenda importante, a reunião foi conduzida pelo vice-presidente Reginaldo Oliveira e contou com a intervenção especial do coordenador geral da APLBR, professor Rui Oliveira, que falou sobre o momento político atual. “O nosso objetivo é avaliar o cenário para projetar as lutas prioritárias em 2026. Precisamos garantir campanhas salariais fortes, enfrentar os impactos do comércio eletrônico no comércio e na categoria, além de enfrentar bem as tentativas de invasão de base dos nossos sindicatos filiados”, pontuou Oliveira, secretário de Finanças dos Comerciários de Salvador.

Professor Rui alertou para as tensões no cenário de grande disputa com a extrema-direita no Brasil e no mundo, que vive sob tensão. “Vemos as ameaças militar e econômica dos Estados Unidos a vários países, como aqui na América Latina, especificamente a Venezuela. Isso deve influenciar as eleições em 2026”, disse.

O sindicalista ressaltou a disputa no Brasil, com o governo Lula enfrentando um Congresso Nacional conservador e chantagista. “Temos que mobilizar o povo. Assim, derrotamos a PEC da Blindagem de políticos criminosos. Os movimentos sociais e o sindicalismo precisam superar as dificuldades para derrotarmos a direita. É importante reeleger Lula e eleger deputados [estaduais e federais] e senadores comprometidos com a classe trabalhadora. Precisamos de mais sindicalistas nos parlamentos para defender nossos direitos”, defendeu.

BONS DEBATES

Presidenta da CTB Bahia e do SintraSuper Salvador, Rosa de Souza destacou a importância da categoria comerciárias nas economias das cidades e do estado. “Essa força precisa interferir nas disputas políticas e o sindicalismo jogará papel importante para reeleger Lula presidente e Jerônimo governador, além de parlamentares ligados ao nosso campo, principalmente sindicalistas”, afirmou.

A presidenta do Sindicato dos Comerciários de Itabuna, Amanda Santos, defendeu “a boa organização da FEC e dos sindicatos para vencer os desafios, como o fim da escala 6×1, a taxação dos super-ricos e a vitória do campo de Lula nas eleições 2026”.

Segundo o presidente do Sindicato dos Comerciários de Juazeiro, Fábio César, as tentativas de invasão de base dificulta ainda mais a luta no comércio. “É essencial aprimorar nossa organização e nossa ação política na categoria. Podemos realizar campanhas salariais tendo pautas com cláusulas unificadas para toda a Bahia”, apontou.

Para o presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Renato Ezequiel, organização forte da FEC e dos sindicatos será decisiva para vencer a extrema-direita e a precarização do trabalho no comércio. “Temos que fortalecer a estrutura financeira e material da Federação para ajudar os sindicatos que precisam”, frisou.

Reforçaram os pontos acima levantados os dirigentes João Vitor (Comerciários de Itapetinga), sindicato recém filiado à FEC; Ailton Plínio (Comerciários de Santa Bárbara); Antônio Suzart (SintraSuper Salvador); Esdras Lima (Comerciários de Itamarajú); Evangelista Rios (SintraSuper Salvador), que pediu mais ousadia dos sindicato para ocuparam todos os espaços de luta; Jurandir Roque (Comerciários de Paulo Afonso); Edson Rodrigues (Comerciários de Barreiras), que defendeu o fortalecimento do projeto político popular conduzido por Lula; Alípio Guimarães (Comerciários de Guanambi); Alfredo Souza (Comerciários de Nossa Senhora do Socorro – Sergipe); Rafael Sydartha (Comerciários de Irecê) e Hilário Leal (assessor da FEC Bahia). Mais fotos no Instagram: @fec.bahia

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