MUITA LUTA EM 2026

Rosa de Souza e Adilson Araújo apontam os desafios classistas

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Não há dúvidas de que 2026 será um ano de lutas importantes e decisivas para a classe trabalhadora e o povo brasileiro. O cenário de enfrentamento contra a extrema-direita vai exigir muito do sindicalismo, dos movimentos sociais e dos partidos de esquerda. O presidente da CTB Nacional, Adilson Araújo, e a presidenta da CTB Bahia, Rosa de Souza, avaliam a conjuntura e apontam os principais desafios dos classistas.

Araújo lembra das ações em 2025. “Foi marcado por importantes mobilizações sociais e sindicais. A classe trabalhadora voltou a ocupar as ruas, os locais de trabalho e o debate público para defender direitos, salários, serviços públicos e a soberania nacional. Greves, paralisações, jornadas de luta e campanhas salariais mostraram que, mesmo diante de limites impostos pelo ajuste fiscal e por um cenário internacional instável, a organização coletiva segue sendo o principal instrumento de conquista”, afirma.

O dirigente ressalta que a CTB esteve presente em todas essas batalhas: defesa da democracia, contribuindo para o isolamento e a responsabilização dos setores golpistas que atentaram contra o Estado de Direito; luta contra as tentativas de submissão do Brasil aos interesses do imperialismo, reafirmando a necessidade de um projeto nacional de desenvolvimento soberano, com valorização do trabalho e fortalecimento do papel do Estado”, pontua.

A CTB participou ativamente das mobilizações pelo Brasil, do 8 de Março, 1º de Maio, da luta contra o feminicídio e a violência de gênero, dos atos do 20 de Novembro contra o racismo e da Parada do Orgulho LGBTQIA+. Esteve ao lado das servidoras e servidores  públicos nas lutas das categorias, especialmente contra a Reforma Administrativa. Além das campanhas salariais vitoriosas de várias categorias, com reajustes acima da inflação e a defesa do emprego.

Maior seção da Central no Brasil, a CTB e seus sindicatos filiados na Bahia marcaram presença nas mobilizações nacionais organizadas nos estados. “Garantimos a sintonia com a direção nacional e asseguramos a participação dos nossos dirigentes nas atividades, na capital e várias cidades do interior, como o Plebiscito Popular e os atos pela soberania do Brasil. Além disso, nossas entidades desenvolveram lutas e ações de impacto, como a greve histórica da APLB em Salvador, lutas dos servidores da Prefeitura e da Saúde, encontro da FETAG, campanha dos metalúrgicos na BYD”, pontua a presidenta Rosa de Souza.

PRINCIPAIS DESAFIOS

Para Adilson Araújo, ganhou força o debate sobre a redução da jornada e o fim da escala 6×1, tema central para enfrentar a superexploração que atinge milhões de trabalhadoras e trabalhadores no país. “Reafirmamos também nosso compromisso com o futuro e 2026, que exigirá ainda mais unidade, consciência e mobilização. Precisamos fortalecer as centrais sindicais, ampliar o diálogo com a sociedade e seguir construindo um projeto de desenvolvimento que tenha como centro a soberania nacional, a democracia e a valorização do trabalho”, defende.

Rosa de Souza destaca que a CTB Bahia atuará na linha de frente das atividades nacionais das centrais e com apoio às nossas entidades. “As principais batalhas serão as eleições quase gerais e a luta pelo fim da escala 6×1. Vamos mobilizar nossas bases para ajudar a reeleger o presidente Lula e o governador Jerônimo Rodrigues. Será preciso, também, eleger deputados e senadores dos partidos de esquerda e aliados para mudar o perfil reacionário que hoje predomina no Congresso Nacional. Vamos construir atividades para aumentar a pressão e garantir a aprovação da PEC que acaba essa escala desumana de trabalho. Nossos sindicatos sempre respondem bem quando são chamados para essas missões”, enfatiza.

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