FEC INICIA 5º CONGRESSO
Comerciários debatem cenário econômico e saúde mental
Na manhã desta sexta-feira (30), dirigentes comerciários e comerciárias de toda a Bahia iniciaram o 5º Congresso Estadual da FEC Bahia (Federação dos Comerciários da Bahia), no Espaço Cultural do Sindicato dos Comerciários de Salvador. Os delegados aprovaram o regimento interno e já debateram dois temas importantes: cenário econômico e saúde mental no trabalho.
“Vamos fazer outros debates importantes nesses dois dias. Os temas estão em sintonia com as demandas e desafios da classe trabalhadora e da categoria comerciária. Temos claro que temos duas grandes batalhas neste ano: pressionar o Congresso para votar o fim da escala 6×1 e derrotar a extrema-direita nas eleições de outubro. Mas, não vamos esquecer das lutas cotidianas na categoria, como fazer campanhas salariais vitoriosas e garantir os direitos trabalhistas no comércio”, afirmou Jairo Araújo, presidente da Federação.
Anfitrião do evento, o presidente dos Comerciários de Salvador, Renato Ezequiel, destacou o acerto do tema do Congresso. “Esse é o nosso norte em 2026. Vamos fazer esse debate com os comerciários e as comerciárias nas lojas, em toda a Bahia. Acabar a escala 6×1 é essencial para que a classe trabalhadora no Brasil tenha mais saúde mais qualidade de vida, além de gerar mais empregos, que ajuda as vendas no comércio, beneficiando nossa categoria”, pontuou.

ECONOMIA
Ana Georgina destacou que a economia mundial vive sob tensão com a política agressiva dos Estados Unidos. “Mas, o Brasil tem tido sucesso com as políticas do governo Lula, qua garantiram crescimentos positivos do PIB nesses três anos, retomada de grandes obras, redução da pobreza e do desemprego, e a geração de mais de 3 milhões de empregos”, frisou.
Segundo a economista, a “uberização” de vários atividades cria desafios para o mercado de trabalho e à Previdência Social, pois, reduz a capacidade de custeio das garantias sociais, como pensão, atendimento médico ou seguro-desemprego, deprimindo a arrecadação do sistema e elevando o risco a que os trabalhadores ficam expostos. As novas tecnologias ampliam contratos de trabalho precários (trabalho à domicilio, conta própria e tempo parcial), flexibilizam a jornada de trabalho e aumenta a rotatividade. Além disso, tem os ataques aos sindicatos e organizações coletivas”, criticou.

Para a economista o fim da escala 6×1 ajudará a mudar essa realidade. “A redução da jornada de trabalho sem redução de salários para 40 horas tem potencial de gerar, pelo menos, 2,5 milhões de postos de trabalho no Brasil. É uma luta que foi abraçada pela sociedade. O momento é agora”, enfatizou
SAÚDE MENTAL
Dra. Letícia Coelho ressaltou que a Constituição colocou a saúde do trabalhador como responsabilidade do SUS. “É importante atualizar as normas regulamentadoras [NRs] e ter maior fiscalização por parte dos sindicatos e dos órgãos públicos. Foi muito importante a criação da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador, articulando todas as ações referentes ao tema”, destacou.
Letícia destacou a importância das conferências sobre a saúde da classe trabalhadora, que definiram as linhas gerais para os governos definirem as melhores políticas públicas. “Tivemos muitos avanços, como a revisão e atualização do protocolo de saúde mental no trabalho, o reconhecimento institucional dos riscos psicossociais e mais debate sobre o nexo causal entre trabalho e sofrimento psíquico. Os sindicatos tem grandes desafios com o aumento dos transtornos mentais, depressão, crise do pânico e, até, casos de suicídio. As entidades podem e devem emitir CATs [Comunicado de Acidente de Trabalho]”, defendeu.

Falaram nessa primeira parte os dirigentes: Edvão Galvão (SintraSuper); Antônio Fernando (Sindicom Salvador); Aflredo Souza (Sindicom Nossa Senhora do Socorro/SE); Antônio Suzart (SintraSuper Salvador); Rosemeire Correia (Sindicom Salvador); Adilson Alves (SintraSuper Salvador); Edson Rordrigues (Sindicob Barreiras); Antônio Sebastião (SintraSuper Salvador); Freitas (Secir Itabuna); Ailton Plínio (Sindicom Santa Bárbara); Cherry Almeida (Sindicom Salvador).
