FEC PELA PAZ
Jairo Araújo defende envolvimento dos sindicatos com o tema
“Nós nos recusamos a trabalhar para a guerra” é a campanha mundial lançada pela Federação Sindical Mundial (FSM), que várias entidades estão reproduzindo pelo mundo. Na Bahia, a FLEMACOM (Federação Latino-Americana de Trabalhadores da Construção, Madeira e Materiais de Construção) realizou uma atividade no auditório do SINTRACOM-BA, com apoio da CTB Bahia e do CEBRAPAZ (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz).
“Essa atividade é para divulgarmos a campanha da FSM e marcar o 1º de setembro, Dia Internacional de Ação pela Paz. A FLEMACOM tem realizado várias atividades na América Latina para mobilizar sindicatos em torno desses temas que interessam a classe trabalhadora no mundo inteiro. A luta pela Paz é internacional”, afirmou Lúcia Maia, presidenta da Federação.

Presidente da FEC Bahia e secretário sindical do PCdoB, Jairo Araújo ressaltou a pertinência da campanha. “A FSM chama a atenção do mundo para a classe trabalhadora se posicionar contra as guerras e não ver seu trabalho contribuindo com problemas gerados pelas contradições econômicas e geopolíticas dos países ricos. Podemos observar que Israel é a extensão dos EUA no Oriente Médio para controlar o petróleo. E que a Rússia criticou e avisou sobre o perigo do crescimento da OTAN na região e do nazismo dentro da Ucrânia, não restando alternativa senão atacar para se proteger. Nosso propósito deve ser de buscar um mundo de paz duradoura”, disse.
A presidenta da CTB Bahia, Rosa de Souza, parabenizou a iniciativa. “Os sindicatos classistas precisam participar desses debates e mostrar para suas categorias o papel absurdo dos Estados Unidos em relação aos povos do mundo. Em decadência econômica e com um presidente desequilibrado, mostra sua agressividade com tarifas absurdas e operações militares, como a que se realiza próximo da Venezuela. A América Latina precisa se unir contra essa postura imperialista”, enfatizou.

PALESTRA
A palestra sobre o momento atual de conflitos no mundo coube ao dirigente do SINDSEFAZ e pesquisador Jorge Wilton. Ele reforçou que a luta pela Paz, também, é da classe trabalhadora. “É bom ver sindicalistas de vários sindicatos debatendo esse tema. O mundo vive um momento caótico e quem mais contribui para isso são os Estados Unidos, financiando conflitos, ameaçando países e com mais de 700 bases militares pelo mundo, para intimidar nações”, pontuou.

Wilton colocou a dificuldade de um mundo com Paz diante crise do capitalismo. “O sistema vive uma crise sistêmica, persistente e espalhada por vários países. Isso reforça posturas agressivas contra nações menores e sem o mesmo poder econômico e militar. Esse cenário coloca o Socialismo como a grande saída para a humanidade encontrar a verdadeira paz”, defendeu.
Reforçaram a importância de mais debates sobre esse tema e o papel do movimento sindical contra a agressividade imperialista e para mobilizar a sociedade em torno da paz Hermelino Neto (vice-presidente da CTB Bahia e dirigente da Federação dos Bancários), Carlos Silva (presidente do SINTRACOM-BA), Edson Cruz (presidente da FETRACOM-BASE) e Francisco Silva (dirigente da Federação dos Metalúrgicos).

Marcaram presença dirigentes de outras entidade: Sinposba, SintraSuper, Sindcorda e Assufba. Para o representante do CEBRAPAZ, Everaldo Augusto, é importante que outros sindicatos reproduzam a campanha da FSM. “Essa campanha da FSM é muito importante para marca o lado da classe trabalhadora contra a guerra e pela Paz”, destacou.
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