REFORMA ADMINISTRATIVA, NÃO

FEC fortalece ato em Salvador contra PEC que desmonta o Estado

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Nesta quarta-feira (29), em várias cidades brasileiras, entidades de servidores públicos realizaram atos contra a reforma administrativa, prevista na PEC 38/2025. Em Salvador, a grande manifestação na Estação da Lapa foi organizada pela FESPEBAHIA, APLB, ASSUFBA, Sindsaúde Bahia e Sindseps, com apoio da CTB Bahia, que teve dirigentes presentes em protestos no interior, como Feira de Santana.

Para as entidades, a reforma representa um grave retrocesso para o serviço público e para os servidores. “A ideia é pressionar o Congresso Nacional para que rejeite o texto e que as entidades que representam as diversas categorias possam debater o tema. Essa reforma retira direitos históricos e facilita a privatização dos serviços públicos para beneficiar o setor privado. O relator, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), foi o mesmo da reforma da Previdência e votou a favor da reforma trabalhista. Imagine como será o parecer dele”, afirmou Rui Oliveira, coordenador geral da APLB.

O apoio do setor privado foi levado por várias entidades, como a FEC Bahia. “Essa reforma representa o desmonte do estado brasileiro, a serviço do capital financeiro e das empresas privadas que atuam no serviço público para faturar muito, sem preocupação com a população. É importante lembrar que deputados ligados a ACM Neto e a Bruno Reis, que querem esse desmonte dos serviços públicos, são os que aprovaram a PEC da Bandidagem, derrotada pelo povo nas ruas”, disse Jairo Araújo, presidente da FEC Bahia, que estava ao lado de dirigentes do Sinposba, SintraSuper e Comerciários de Salvador.

VALORIZAÇÃO DOS SERVIDORES

A presidenta da CTB Bahia e do SintraSuper, Rosa de Souza, ressaltou o perfil de direita do Congresso. “Eles mentem ao dizer que a reforma é para modernizar os serviços públicos, que, na verdade, serão mais precarizados, prejudicando as pessoas que dependem do atendimento do Estado. Por isso, nossa Central está firme ao lado das entidades para impedir mais esse ataque aos direitos dos servidores. Queremos serviços públicos de qualidade e valorização dos profissionais que atendem a população diariamente”, destacou.

Coordenador geral da ASSUFBA, Renato Jorge lembrou de como o SUS é importante na vida da população. “Na pandemia, nosso povo não sofreu mais por que tinha atendimento nos hospitais e postos de saúde do Estado. Se privatizarem a saúde, aonde as pessoas mais pobres serão atendidas? Os deputados de direita que defendem a reforma administrativa não precisam do SUS nem de escola pública. Essa é uma luta que toda a sociedade precisa abraçar”, enfatizou.

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