SOLIDARIEDADE À FEIRA DE SANTANA
Patrões chantageiam com Dia dos Comerciários e feriados
A categoria comerciária em Feira de Santana está sendo prejudicada com a postura dos patrões na Campanha Salarial. No último dia 15 aconteceu a sétima rodada de negociação, mas nada de acordo. Segundo o presidente do Sindicato dos Comerciários, Antônio Cedraz, o impasse para a assinatura da Convenção Coletiva está nos feriados. E o Dia do Comerciário, celebrado em outubro está na mira patronal.
“Porque no Dia do Comerciário, todos os comerciários no Brasil comemoram no dia 30 ou na terceira segunda-feira de outubro. Porém, nós demos outros feriados para o carnaval. Mas eles só querem o dia do comerciário. É meio que você pegar a sua data de aniversário e trocar para uma outra data que não existe”, afirmou.
Cedraz disse que a categoria não abre mão do feriado. “É uma demanda dos comerciários, das federações e das confederações. A gente conciliou em liberar outros feriados para compor o carnaval, mas eles só querem o dia do comerciário. Estamos dando mais dois feriados para compensar e o comércio ser fechado”, disse.
A FEC Bahia está solidária com o Sindicato e a categoria em Feira de Santana, e com disposição para ajudar nesse momento difícil. “As mudanças feitas na legislação sobre o funcionamento do comércio, com a reforma trabalhista de Michel Temer e Bolsonaro, facilitaram para os patrões chantagearem nas negociações. Precisamos resistir e exigir respeito essa data especial que é o Dia dos Comerciários”, destaca Jairo Araújo, presidente da Federação.
COMÉRCIO NOS BAIRRO
Outro impasse está no fechamento do comércio nos bairros. No ano passado, teve a flexibilidade para permanecer aberto durante os feriados. “Não é o trabalhador do comércio do Centro ou dos bairros. São todos os trabalhadores. Como é que o pessoal dos bairros não tem um feriado durante o ano?”, questionou Cedraz.
“Todos os feriados trabalham, todos os domingos trabalham. Ninguém pode ter um feriado nos bairros? Só o centro? É injusto. Nos bairros a gente fez a proposta de três feriados e, mesmo assim, não passou. Eles querem todos os feriados abertos nos bairros. É desumano”, completou
REAJUSTE
Durante a reunião, só se avançou no reajuste: 6,02% para o piso salarial e 5,5% valores acima. Mas, enquanto a convenção não é assinada, a categoria fica sem receber o aumento. Com esse percentual, o piso do comércio passará de R$ 1.660 para R$ 1.760.

com informações do Sindicato e do Acorda Cidade
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