SILÊNCIO QUE FAZ BARULHO

FEC participa da Marcha do Silêncio em Salvador

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O dia 1º de abril se tornou uma data em que o silêncio faz barulho para ninguém esquecer os horrores da ditatura militar no Brasil (1964-1985), reverenciar os desaparecidos políticos e reforçar a defesa da democracia. A data é marcada pela Marcha do Silêncio, que teve como tema “Crime continuado. Lembrança permanente”.

A atividade organizada pelo Grupo Tortura Nunca Mais Bahia recebe apoio de várias entidades atividade. “Nosso objetivo é manter viva a memória das pessoas que foram perseguidas, presas, torturadas e mortas durante o regime militar. Além disso, segue exigindo respostas do Estado brasileiro sobre os desaparecidos políticos e reforça a importância da luta por justiça e pela democracia”, afirmou Sirlene Assis, presidenta da entidade.

Dirigentes da CTB Bahia reforçaram a marcha: a presidenta Rosa de Souza; o dirigente Rui Oliveira; o secretário nacional de Políticas de Promoção da Igualdade, Jerônimo Silva Júnior; a secretária adjunta da Mulher Trabalhadora, Marilene Betros; além de sindicalistas de várias entidades.

“O sindicalismo tem muita relação com esse movimento, pois teve vários dirigentes perseguidos e torturados, como o meu pai Washington de Souza, que resistiu e ajudou a fortalecer as lutas sindicais na Bahia, a partir da sua atuação na construção civil”, lembrou Rosa.

MEMÓRIA E RESISTÊNCIA

O presidente da FEC Bahia, Jairo Araújo, reforçou a importância da marcha. “É um ato para preservar a memória do País e para nos inspirar a seguir resistindo na contra tentativas fascistas, como vemos atualmente no Brasil. Nós, sindicalistas, somos herdeiros das lutas desenvolvidas por outras lideranças que morreram enfrentando a ditadura militar. É nosso compromisso reforça a Marcha do Silêncio todos os anos”, destacou.

Representaram o PCdoB, partido que sofreu brutal perseguição da ditadura e teve vários de seus dirigentes presos, torturados e mortos, as deputadas Alice Portugal (federal) e Olívia Santana (estadual). “Assumi a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara com esse legado de buscar a verdade e a justiça. É um espaço de enfrentamento às ideias fascistas no Congresso. Essa luta para ampliar os direitos sociais e humanos, e para fortalecer a democracia, é permanente”, afirmou Alice.

“É um ato pelo resgate da verdade e de responsabilidade com a história. Nós ainda estamos aqui, no cinema e nas ruas. Essa luta é atual, uma vez que vemos atos de tortura nas periferias e nos presídios, que atingem nossa população mais pobre e negra”, ponderou Olívia.

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