MULHERES DEBATEM

Comerciárias de Salvador realizam roda de conversa

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Nesta sexta-feira (27), o Sindicato dos Comerciários realizou a Roda de Conversa “Mulheres Comerciárias na Luta por Trabalho, Direitos e Dignidade”. As participantes debateram temas como feminicídio, violência doméstica e trabalho digno com a titular da Delegacia da Mulher de Periperi, dra. Iola Nolasco; Natália Gonçalves, dirigente da União Brasileira de Mulheres (UBM); e Uiara Lopes, que representou a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do governo da Bahia.

“O sindicato não faz apenas lutas para melhorar salários e as condições de trabalho. Também debate temas que interessam à sociedade e tem uma trajetória de realizar atividades no Março Mulher. Com isso, ajudamos a fortalecer a luta das mulheres contra a violência e por trabalho digno”, afirmou Cherry Almeida, diretora de Gênero e Raça da entidade.

Segundo o presidente do sindicato, Renato Ezequiel, “é compromisso da entidade com pautas urgentes e fundamentais, ressaltando o engajamento do sindicato na luta pelo fim do feminicídio”.

BOM DEBATE

Dra. Iola Nolasco destacou a importância da autonomia financeira das mulheres para enfrentar a violência com independência. “Homens agressores têm histórico de viverem em casas de pais agressivos. A educação dos filhos, orientando a respeitarem as meninas, também ajuda nesse enfrentamento. As DEAMs buscam dar atendimento acolhedor e é uma luta de toda a sociedade, que precisa denunciar casos de agressão através dos canais disponíveis”, disse, reforçando que é novas delegacias especializadas no estado.

Para Uiara Lopes, foi muito ruim a Prefeitura de Salvador ter fechado o Centro de Referência Loreta Valadares. “Era um ponto de apoio para mulheres vítimas de violência no Centro da cidade. Com a mobilização, retomou as atividades da Casa da Mulher Brasileira, do governo federal. A Sepromi, também, busca desenvolver ações de combate à violência de gênero, vinculada às mulheres negras”, destacou.

Ao abordar a questão do trabalho, Natália Gonçalves lembrou que o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, sucedendo os governos Temer e Bolsonaro, abriu caminho para as reformas trabalhistas. “Retirou vários direitos importantes e, junto do a terceirização, precarizou mais o trabalho, especialmente para as trabalhadoras. Vemos as empresas implantando muitas tecnologias, mas sem melhorar a vida de quem trabalha. Por isso, é importante a luta pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho”, pontuou.

Natália apontou como desafios atuais a luta política nas eleições de outubro. “Precisamos eleger governos e representantes no Congresso Nacional, e nas assembleias legislativas, comprometidos com as pautas das mulheres e da classe trabalhadora. Parabéns ao Sindicato pela iniciativa no Março Mulher, que permite debates importantes como esse”, enfatizou.

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