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Ofensiva patronal contra fim da 6x1 exige resposta firme

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A luta pelo fim da escala de trabalho 6×1 não se resume apenas à relação de trabalho entre patrões e empregados nas empresas. Tem um componente político forte, até porque o tema está em debate e votação no Congresso Nacional, já aprovado pelos deputados federais.

Enquanto o centro da batalha está no Senado, que pode votar a PEC ainda neste mês, os patrões do comércio pressionam funcionários, como o dono da Havan, e os senadores em Brasília, como a CNC (Confederação Nacional do Comércio) faz (LEIA AQUI). Isso mostra os empresários entrando firme no jogo político, exigindo a mesma atitude de entidades e categorias de trabalhadores.

Para o presidente da FEC Bahia, Jairo Araújo, essa ofensiva contra o fim da escala 6×1 mostra o caráter desse seguimento. “Para representação patronal, não basta explorar e impor, em alguns casos, o trabalho análogo a escravidão. Eles querem impor a humilhação, impedindo que os trabalhadores tenham o mínimo de dignidade. Querem continuar sendo donos dos trabalhadores, como uma propriedade privada sua”, critica.

Segundo o sindicalista, essa luta tem reflexo nas eleições de outubro. “É importante que os trabalhadores saibam quem são os seus inimigos de classe. Na Bahia, ACM Neto, Angelo Coronel e os seus candidatos são contra o fim da escala 6×1. Precisamos derrotar os inimigos dos trabalhadores nas urnas”, enfatiza, conclamando os sindicatos a seguirem lutando e resistindo.

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