ALERTA NO 2º TURNO
Reeleger Lula e garantir Bolsa Família e SUS mais forte
O segundo turno das eleições presidenciais coloca em alerta trabalhadores, pobres, sindicatos e movimentos sociais. O objetivo maior é reeleger o presidente (PT) e impedir que a extrema direita volte ao poder, pois já mostrou que vai fazer o tal “tesouraço” na área social.
Dois indicados para um eventual governo de Flávio Bolsonaro confirmam que o candidato mente em relação ao que pretende fazer para cortar R$ 250 bilhões. Publicamente e na propaganda eleitoral, ele diz que vai manter os programas sociais. Mas, Daniella Marques, responsável por sua área econômica lhe desmentiu durante entrevista à rádio CBN Bahia, na segunda (19).
Ela confirmou que, se eleito, Flávio Bolsonaro estabelecerá um prazo limite de 2 anos para que os beneficiários do Bolsa Família permaneçam no programa. A medida, apresentada com o discurso de “estimular a autonomia”, coloca em risco direto o sustento de milhões de famílias vulneráveis em todo o território nacional.

MENOS DINHEIRO PARA O SUS
Outra área importante como a saúde pública está ameaçada, também. O seu indicado para Saúde, o oftalmologista Claudio Lottenberg, em vídeo que circula nas redes sociais, ele se posicionou contra aumento de mais recursos do governo para o Sistema Único de Saúde (SUS). Entidades do setor veem nisso um risco real de enfraquecimento da maior rede pública de atendimento médico gratuito do mundo.
O médico defende a redução do Estado na saúde e a expansão dos convênios de saúde e de planos particulares. Ele apoia as Parcerias Público-Privadas (PPPs) e a transferência da gestão de unidades públicas de saúde para Organizações Sociais de Saúde (OSS).
Ele não vê a realidade das famílias brasileiras, cujo acesso a tratamentos complexos dependem exclusivamente do Estado. Aliás, até os ricos usam o SUS para fazer transplantes caros. Especialistas do setor sustentam que pouco financiamento do SUS e transferir a responsabilidade da saúde para planos privados aprofunda as desigualdades sociais e deixa desamparadas as parcelas mais vulneráveis da sociedade.
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