COMÉRCIO EM FERIADOS
FEC celebra portaria que garante negociação para abertura
Entra em vigor, nesta quarta (22), a portaria que regulamenta o trabalho no comércio durante feriados no Brasil. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, assinou a norma após negociações que duraram cerca de três anos, entre representantes dos trabalhadores, empresários e governo.
A portaria será publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22). Ela estabelece que o funcionamento do comércio nessas datas dependerá de autorização prevista em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), firmada entre sindicatos de trabalhadores e empregadores.
Estão nessa condição os setores de supermercados e comércio varejista em geral. “Entendemos que deveria ser para todos os setores. Mas, é um avanço importante, pois assegura poder de negociação aos sindicatos. Em muitas cidades, o patronato se valia da ausência da regulamentação e não negociavam com as entidades condições de trabalho para a categoria comerciária nos feriados”, destaca Jairo Araújo, presidente da FEC Bahia.

SETORES LIBERADOS
A nova lei estabelece a autorização permanente de atividades consideradas essenciais ou de interesse público, observando a CLT e as legislações municipais.
Passam a ter autorização permanente para funcionar em feriados, sem necessidade de convenção coletiva, as seguintes atividades:
>> Venda de pães e biscoitos;
>> Farmácias, inclusive de manipulação;
>> Comércio de flores e coroas;
>> Barbearias e salões de beleza;
>> Postos de combustíveis;
>> Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP);
>> Locação de bicicletas e equipamentos similares;
>> Hotéis, restaurantes, bares e estabelecimentos similares;
>> Casas de diversão e estabelecimentos esportivos com cobrança de ingresso;
>> Feiras livres;
>> Porteiros e cabineiros de edifícios residenciais;
>> Agências de turismo, locadoras de veículos e embarcações;
>> Comércio em feiras e exposições;
>> Lavanderias, inclusive hospitalares;
>> Serviços funerários.
Durante a cerimônia de assinatura, Luiz Marinho afirmou que a regulamentação é resultado do diálogo entre trabalhadores e empregadores. “O que a gente espera é que haja maturidade das lideranças sindicais para que, em torno de uma mesa, possam encontrar soluções para problemas que muitas vezes pareciam não ter solução. Esse é o espírito do nosso governo, buscar o diálogo”, disse.
com informações da Agência Brasil
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